
AS MENSAGENS DE JESUS
O tesouro das lágrimas de Maria
Vou hoje falar-te um pouco das Lágrimas de minha Mãe. Bem sabes que se passaram [quase] vinte séculos¹, e essas Lágrimas ficaram guardadas em meu Divino Coração para ti as entregar!
Com essa entrega constitui-te apóstola de Nossa Senhora das Lágrimas, e bem o sei, estás pronta a dar a vida pela difusão de tão santa devoção!
Oh! ser Missionária das Lágrimas de minha Mãe é dar-me consolações inauditas, porque às Lágrimas de Maria dei valor infinito, com o qual, os que se propuserem propagá-las, terão a felicidade de roubar pecadores do dragão infernal.
O demônio tem tanto ódio das Lágrimas de Maria, por isso há de por todos os obstáculos para que elas não sejam conhecidas em seu valor diante de mim.
O mundo, como se acha infectado, tem necessidade dessas pérolas preciosas, para receber Misericórdia! E quem será capaz de me apresentar dádiva mais preciosa, e que mais me comova o Coração, do que as Lágrimas de minha Mãe? As lágrimas de uma mãe comovem o coração de um filho por mais rebelde que seja. E como não se há de comover meu Coração, que tanto ama esta Mãe?!
Este tesouro, guardado [há quase] vinte séculos, está em tuas mãos, e com ele quantas almas já salvas das garras infernais! Oh! quando almas generosas dizem: Meu Jesus, ouvi meus rogos pelas Lágrimas de vossa Mãe Santíssima, meu Coração se abre e faço jorrar sobre aquela alma as torrentes de minha Misericórdia!
Todos os que se propuserem propagar as Lágrimas de minha Mãe, no Céu terão um gozo especial e a seus nomes ser-lhes-á acrescentado o de diletíssimo. Oh! Estes louvarão as horas em que passaram a cantar o poder das Lágrimas de Maria.
Todos os sacerdotes que se propuserem a propagar o poder das Lágrimas de Maria, seus trabalhos produzirão frutos da vida eterna, serão grandes, porque grandes coisas farão por meu amor.
Oh! quão precioso é a meu Coração o tesouro das Lágrimas de minha Mãe, porque vai me dar milhões e milhões de almas!
Teu Jesus Crucificado, que em tuas mãos depositou tão sagrado e poderoso tesouro, do qual és apóstola incansável e capaz de, por Ele, dar a vida.
Oh! felizes os que se fatigarem em falar das Lágrimas de Maria!
Apologia de Nossa Senhora das Lágrimas
Vou hoje te apresentar, ou melhor, entregar-te um testemunho de meu grande amor ao comovente título de Nossa Senhora das Lágrimas. A esse testemunho de meu grande amor dou o nome de Apologia de Nossa Senhora das Lágrimas.
Quem é esta que se apresentou a mim vestida de roxo, coberta com um manto azul, mais a alvura de sua candura a lhe cobrir o peito, trazendo nas mãos pérolas de alto preço? Esta, que assim se apresentou, ornada com tão ricas roupagens, trazia-me uma mensagem que Eu mesmo lhe ditara.
Filho, disse-me ela, sorrindo: Vou entregar a um Pombal, amado de ti, o tesouro de minhas Lágrimas guardadas em teu Divino Coração, para que, com a mansidão, suas pombas conquistem as turbas.
Maria desceu, e, ao seu doce e meigo sorriso, dei o poder de fascinar as almas missionárias.
Quem é esta que apareceu em um simples altar vestida de roxo, coberta com um manto azul, tendo seu peito coberto com a alvura de sua própria pureza e com um sorriso em seus lábios; como que querendo a todos dizer: Vinde buscar o tesouro e sereis felizes! Quem é esta? É minha Mãe, é aquela que, por nove meses, me trouxe em seu seio, é aquela que, com sua pureza, me alimentou e me guardou em minha adolescência.
E por que Ela se apresenta a uma Congregação nascida ontem, quando existem tantas outras e tão ricas em virtudes? Quais as razões por que se dá esse fenômeno divino? A razão é porque Eu tenho sede de almas, e esta, abrasando-me o peito, [igual] me fez dizer a Margarida [Alacoque] e tantas outras almas amantes: Vede como amo os homens e por eles sou rejeitado e ultrajado! Esse é o motivo por que fiz baixar minha própria Mãe a uma Congregação, que desde o berço estava destinada à catequese de meu povo, deste povo, que amo com tanto amor e amor infinito! Eis a razão de fazer baixar a este Pombal ainda em seu berço, minha Mãe, que, nas suas mãos, tem todos os meus tesouros, e mais os de suas Lágrimas de Amor e de Dor, imagens vivas destes dois elos que a fizeram viver e morrer.
Mas por que fiz assim descer minha Mãe? Seria necessário isso para o querido Pombal progredir? Não; porém Eu, desejando exaltar minha Mãe e que todo o bem que eu faço passe por suas mãos, não quis que nesta obra destinada a fazer grandes coisas, pela minha graça e por meu amor, que minha Mãe deixasse de ser a portadora de meus favores a esta geração bendita, que destinada está, por minha vontade divina, a fazer prodígios no meio das gentes e isso por minha graça e por meu amor.
Minha Mãe assinalou nossa obra com sua presença, dando-lhe a mercê de Eu poder chamar esta obra, obra de predileção. Sim, onde Maria, minha Mãe se acha, ali está meu Coração de um modo especial; portanto esta obra mariana é obra de predileção de minha vontade divina, que a idealizou e que minha Mãe, com a sua presença, a tornou predileta de meu Coração.
Minha Mãe, descendo ao Pombal querido, fez nele um trono, donde todos os dias chama meus olhares complacentes, fazendo-me sobre ele derramar graças em profusão! Mas por que isso? Porque Ela assentando seu trono nesta Congregação, aí coloquei meu Coração. Mas por que aí Ela assentou seu trono? Porque Ela, perscrutando meu ardente Coração, sentiu suas palpitações, e viu que elas são aceleradas pela fome que tenho de almas apóstolas, de almas que, em seu esquecimento próprio, dediquem-se à salvação de meu povo, que tanto necessita de luz e conselho para trilhar o bom caminho. Eis a causa primordial pela qual minha Mãe desceu ao Pombal querido.
Esta Mãe acha-se em seu trono feito por vossa correspondência, pois seus alicerces são feitos pela Santa Humildade, berço bendito, onde as almas nascem para a santidade.
Maria, descendo ao Pombal, assegura, a seus membros e aos que a estes se associarem, graças de predileção, porque, como disse, onde está minha Mãe, está meu Coração.
Por isso quem se abrigar aos muros deste Pombal, pode ficar certo que terá por teto o manto azul de Maria, que quer dizer: proteção. Terá mais, terá como alimento os merecimentos de suas grandes dores e como manjar de raro gosto sua pureza, que repartirá com amor, dando, como prêmio, o tesouro bendito de suas Lágrimas agraciadas com valor divino.
Sim, Maria descendo ao Pombal garante a seus moradores e a seus associados, isto é, a seus cooperadores, tudo quanto Ela trouxe de rico em sua missão. Ainda mais, garante a essas felizes almas meu Coração, dando-lhes seu próprio sorriso, que significa paz e alegria, o que nelas fará germinar o desejo da santidade, para a qual chamo todos os membros desta geração. E, minha Mãe, tendo seu trono nesta geração, será cercada por esta falange de almas santas, que constituirão sua mais bela corte, que lhe entoará seus louvores, dizendo-lhe: Salve, Mãe bendita, Nossa Senhora das Lágrimas; bendita a hora em que desceste ao Pombal querido, hora em que lhe garantistes os olhares complacentes do Divino Crucificado.
Sim, esta falange de almas cantará as glórias e os triunfos daquela que chamais Nossa Senhora das Lágrimas, e que é minha Mãe amadíssima.
Eis a apologia simples e sublime de tua Nossa Senhora das Lágrimas.
As lágrimas de Maria serão exaltadas
Filhos do exílio, vinde a Maria que ela é vossa Mãe. Todos os que tendes necessidades, vinde a Maria que ela é vossa Mãe.
Quando, no alto da Cruz, suspenso entre o Céu e a Terra agonizava no meio de dois ladrões, Maria, a Mãe querida, chorava, Eu lhe disse: Maria, eis aí teu filho, como se nele visse toda a humanidade. Chora, minha Mãe, chora por muitos, chora pelos ingratos que não me hão de amar! Um dia, oh! Mãe querida, as tuas Lágrimas benditas hão de beneficiar o mundo, e a todos que pronunciarem esta palavra consoladora: “Meu Jesus, ouvi nossos rogos pelas Lágrimas de vossa Mãe Santíssima”, hei de abrir meu Coração como abrigo seguro.
Oh! Maria, oh! minha Mãe querida, não choraste em vão, tuas Lágrimas benditas ao mundo hão de beneficiar! Quantas mães, quantos órfãos hão de consolar! Quantas viúvas, quantos pobres deserdados da sorte hão de receber conforto ao pronunciarem esta bela e encantadora palavra: Meu Jesus, ouvi nossos rogos, pelas Lágrimas de vossa Mãe Santíssima.
Quantas donzelas castas e puras, em perigo de se perderem, ao pronunciarem esta tão bela e encantadora palavra: Pelas Lágrimas de vossa Mãe Santíssima, tende compaixão de nós. Essas donzelas adquirirão forças para não caírem, para não sucumbirem às armadilhas do tentador. Quantas religiosas, esposas amadas, prestes a perderem seu fervor primitivo, ao pronunciarem estas belas e encantadoras palavras: Meu Jesus, pelas Lágrimas de nossa Mãe Santíssima; sentir-se-ão fortalecidas.
Em verdade vos digo a todos vós que invocardes meu auxílio pelas Lágrimas de minha Mãe, coisa alguma vos posso negar, porque as Lágrimas de minha Mãe tocam a fibra mais íntima de meu Coração. Oh! vós todos que sofreis, vinde a Maria, vinde a Maria, vinde a Maria, que ela é vossa Mãe. Por vós, ela chorou e suas Lágrimas benditas, hei de exaltar com grande confusão para o inferno e para seus sequazes neste mundo. Hei de exaltar, hei de exaltar as Lágrimas de Maria, custe o que custar.
O zelo de muitos apóstolos, certamente, muito há de custar para maior brilho destas Lágrimas benditas! O inferno se há de revoltar! Oh! Maria, minha Mãe querida, benditas sejam tuas Lágrimas. Oh! Maria, minha Mãe querida, bendita entre todas as mulheres, benditas são tuas Lágrimas, porque elas esmagaram a cabeça infernal e a hão de esmagar sempre que ela se levantar para amofinar meus eleitos, meus amados! Tu te enganas, o inimigo, jamais pudeste vencer Maria. Ciladas lhe armaste sem conta, ela sempre te soube esmagar e até o fim te há de esmagar…
Oh! filhos amados os que lutares, vinde a Maria que ela é vossa Mãe; nas mãos tem rico tesouro e com ele vos há de enriquecer. Vinde a Maria e não temais. Maria é vossa Mãe. As chaves de meu Coração lhe pertencem, portanto vinde a Maria e não temais.
Oh! vós todos os que sois perseguidos por minha glória, vinde a Maria, com o merecimento de suas Lágrimas benditas sereis fortes e jamais criatura alguma vos vencerá. Vinde a Maria, vinde a Maria que ela é vossa Mãe, Oh! vós todos que tendes necessidade de Mãe.
O farol da meia-noite
Perguntei um dia ao bom Deus: “Por que certas almas que vivem no vosso Amor temem a morte? Não é ela a porta do Paraíso?” Eis que o bom Deus me respondeu: Minha filha, a morte é temível porque ela é castigo do pecado; é temível em si, mas escuta o que lhe vou dizer… Eis que há um farol que ilumina: Minha Mãe! No meio das vascas da morte, quando o inimigo se levanta com mais ferocidade para roubar-me estas almas queridas, eis que minha Mãe, no meio deste mar encapelado, brilha, qual luzeiro luminoso, e mostra-lhes que é Mãe também dos pecadores! Mãe dos aflitos! Mostra-lhes que ela é minha Mãe, e que há de advogar sua causa ante o tribunal das contas!
Ah! filha, o que quero te explicar não é bem isso! O que quero te dizer é que se meus filhos, quando rezam, rezassem bem, não temeriam a morte!
Quando recitam Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte; ah! se rezassem bem na vida, não temeriam a morte!
Ah! quem é verdadeiro devoto de minha Mãe morre com o sorriso nos lábios, porque ela assiste na hora da morte a todos os meus filhos. A seus devotos ela sorri, porque nessa hora suprema os verdadeiros devotos seus já têm a ventura de a ver; aos pobres pecadores, porém para não morrerem impenitentes, ela vem assistir para ver se ainda consegue abrandar seus corações empedernidos, pois, esses pobres não têm a ventura de a ver, porque se acham no pecado!
Ah! minha filha, quão bom é ser devoto de minha Mãe! Como me alegram os corações que nela confiam, porque ainda tenho a esperança de os salvar! Sim, quem confia em minha Mãe não pode cometer o pecado, porque quem ama a Mãe não quer desprezar o Filho. Além disso, quem confiar nela, já me ama, porque não se pode confiar em quem não se conhece, e quem conhece as qualidades de Maria tem de me dar honra e glória, porque tudo que pertence a Maria é meu, fui eu que assim a preparei!
Oh! Mãe, que tanto amo e na qual acho minhas delícias.
Ah! como é bom conhecer minha Mãe!
Quem conhecer esta Mãe amável e a invocar na vida com confiança, no meio dos estertores da agonia, encontrará este farol luminoso, que lhe mostrará as portas do Paraíso.
Jesus, sempre Jesus amável.
